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A cortiça é um tecido vegetal impermeável e flexível ao mesmo tempo, com estrutura que pode ser comprimida até metade do seu volume sem perder sua elasticidade. Como se vê, as suas qualidades naturais são muitas, por isso é considerada o material mais nobre para o engarrafamento de vinho. Ainda mais com um aspecto de raridade, já que a cortiça só pode ser retirada de árvores com idade entre 25 e 30 anos, e após essa primeira extração, apenas a cada 9 anos será possível sua retirada novamente. O principal país produtor da cortiça é Portugal, pois a árvore que a origina é muito comum no sul do país, principalmente na região do Alentejo. As qualidades naturais da rolha de cortiça são muitas: elasticidade, aderência, longevidade e permeabilidade.

A rolha de cortiça é o material extraído da casca do sobreiro, carvalho da espécie Quercus suber que é cultivado em Portugal.

Ao longo do tempo a rolha da cortiça foi muito utilizada como vedante das garrafas de vinho. Mas atualmente esse processo mudou, existem muitos outros materiais que são utilizados para vedação. Com o aumento da produção de engarrafados, algumas dúvidas surgiram em relação aos atributos a rolha de cortiça, deixando algumas polêmicas a respeito de sua utilização, aparecendo então, os vedantes sintéticos.

Os principais tipos de rolha fabricado com cortiça:

  • Rolha maciça: feita de cortiça maciça, considerada a de melhor qualidade, e que pode chegar a dimensões de 55 mm de comprimento e 25 mm de diâmetro;
  • Rolha de aglomerado: feita de sobras da cortiça maciça, moída e unificada com cola, tem elasticidade e durabilidade menores e são mais baratas.
  • Rolha de espumante: feita em formato de cogumelo, com duas partes distintas, a parte de cima mais rígida feita de aglomerado do material e a parte de baixo, elástica e maciça.

Aumentando a demanda vinícola, aumentou também a demanda de rolhas pelo mundo. Lembrando as condições raras da extração desse material. Na década de 70 a quantidade das rolhas de cortiça diminuiu quando muitos vinhos foram contaminados por uma substância chamada Tricloroanisol (TCA), que derivava das rolhas naturais defeituosas, onde fungos e impurezas da cortiça reagiam quimicamente com bactericidas na sua fabricação. A indústria norte-americana então criou rolhas sintéticas para dar conta de sua produção, e para tentar acabar com a contaminação, garantindo a qualidade do vinho.

Vedantes mais comuns:

  • Rolha sintética – Estas chegaram ao mercado no início dos anos 90 causando espanto em consumidores tradicionalistas. Este tipo de rolha oferece vantagens e desvantagens em relação às de cortiça. Elas são mais baratas, permitem que o vinho seja guardado de pé, podem ser coloridas e, o principal, não transmitem o TCA (O TCA é uma substância química volátil liberada pela cortiça quando esta é atacada por um fungo que provoca aromas desagradáveis de mofo no vinho). Como desvantagens estão o lado estético (para os tradicionalistas) e o fato de sua durabilidade não ser comprovada. Normalmente usa-se este tipo em fermentados de menor preço e com uma expectativa de vida de menos de cinco anos. Cerca de 20% das garrafas de vinho é vedada com rolhas sintéticas.
  • Tampa de Rosca – Este tipo de vedante vem sendo pesquisado para uso em vinhos na Austrália desde os anos 1960 e há tempos é usado com sucesso em vários tipos de bebida (cerveja, sucos, água mineral etc). Trata-se de uma tampa metálica de rosca coberta internamente por um plástico inerte.Como vantagens trazem seu baixo custo, são fácil manuseio (dispensa o uso de saca rolhas), com elas a garrafa pode ficar de pé, são recicláveis, livres de TCA e funcionam perfeitamente para fermentados jovens. Atualmente cerca de 20% de todas as garrafas comercializadas no mundo possuem tampa de rosca.
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